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Background da Trama

Mensagem por Líder em 1/2/2016, 12:12

Prólogo

São Paulo, 2 anos atrás - A batalha do Jabaquara

A luta era difícil. Vários haviam tombado, outros tantos lutavam não só pela vitória, mas também pela sobrevivência. Os Protetores, unidos aos mais diversos heróis independentes, se viam diante de uma das maiores ameaças que já enfrentaram: Ômega. O palco da batalha? O Jabaquara. Antes, um bairro como vários outros de São Paulo. Agora? Uma pilha de entulhos.

A imprensa, a distância, cobria aquela luta que poderia selar o destino nacional e, por que não dizer, mundial. No centro da zona de batalha, uma bomba. Ao redor da bomba, um escudo da mais pura energia mágica. Um timer na bomba contava o tempo. 10:00, 9:59, 9:58... O tempo estava acabando. Acima, o mago conhecido como Ômega sugava as energias de uma mulher, que flutuava no ar. Uma aura negra se dispunha ao redor dos dois. Na frente deles, estavam os Protetores que ainda jaziam de pé, com seus uniformes sem o mesmo brilho de sempre, apenas pareciam roupas comuns, detonadas pelo combate. Lutavam bravamente por suas vidas: Télonn, Defensor, Eclispe, Combustão, Relâmpago e Techna. A frente de todos, Águia de Prata estava aflito. Ao redor deles, vários corpos envoltos por sombras e outros fantasiados caídos, sem vida.

Ômega ria, pois sabia que ninguém daria um passo em falso. Ele sabia o que alguns ali tinham o que perder. Águia de Prata também sabia o que tinha a perder. A mulher dominada por Ômega era sua esposa. Ele sabia que qualquer movimento seu ou de seus colegas poderia ser o fim.

- O que me diz, Águia de Prata? Prestes a ver sua esposa virar cinzas?

O herói se mantinha calado, ofegante. Seus olhos já não mostravam mais a íris neles, apenas brilhavam num intenso prateado. Seus punhos, sujos de sangue, estavam fechados. As gotas de sangue caíam sobre a bota suja do herói. Atrás dele, seus colegas apenas observavam, atônitos. O timer continuava a se reduzir. 8:33, 8:32, 8:31, cada momento de hesitação era um minuto a mais para o fim.

- Não consegue me responder, não é? RESPONDA, COVARDE! VEJA QUE EU, ÔMEGA, TE SUBJUGUEI!

- Ghhkkk... Cale-se... - Águia praticamente murmurava, cuspindo sangue.

- Vejam só... Seu campeão está fraquejando. Seu campeão é um inútil! VOCÊ É UM INÚTIL! Mal consegue falar...

O brilho prateado se intensificava. O corpo do herói ardia, e emitia o mesmo brilho dos olhos. Ele, entretanto, aguentava firme e forte. Até o ponto que urrou.

- EU MANDEI SE CALAR!

Uma explosão de energia lançou todos os Protetores ao chão. O mesmo aconteceu com Ômega e a mulher sob seu jugo. O clarão poderia cegar até mesmo quem estivesse há 10km de distância. A esfera mágica, entretanto, nada sofrera, e ainda guardava a bomba, que seguia em seu curso. 6:18, 6:17, 6:16...

- Você acha mesmo que pode me subjugar, Ômega? Acha mesmo que pode aprisionar minha mulher, sumir com minha filha, e pensar que eu não iria reagir? - Águia de Prata caminhava, a passos firmes. Seus passos pareciam queimar o concreto no chão. Sua voz estremecia como um trovão. Um rastro de luz prateada ficava para trás, como se fosse fumaça. Ômega tentava se levantar, mas sem antes ter sido pego pelo colarinho por Águia de Prata. - Isso acaba aqui!

Eclipse era a única dentre os Protetores que conseguia se levantar. Seu corpo emanava uma fumaça branca. Ela, ao olhar para Águia começando a brilhar novamente, tentou gritar.

- Rafael, não faça isso!

Nada adiantou. Uma nova explosão aconteceu, dessa vez mais intensa e brilhante, desmaiando todos e pulverizando Ômega.

Após alguns instantes, um a um, os Protetores se levantavam. Eclipse, que houvera levantado da primeira vez, corria até Águia de Prata, que estava ajoelhado. Ao chegar lá, ela se depara com uma cena que, em qualquer momento que fosse, não gostaria de ver.

- Águia... Rafael... O que você fez?

Águia de Prata estava ajoelhado, chorando. Havia salvado o mundo, mas não quem mais importava para ele.

- Eu... Sinto muito... - Eclipse colocava sua delicada mão no ombro de Águia de Prata, que se levantou na mesma hora e ajeitou a máscara. Sem falar nada, ele saiu voando, aparentemente sem rumo. Eclipse, sem ter muito o que fazer, apenas abaixou sua cabeça e ajeitou o capuz amarelo. Conjurando alguns feitiços básicos, encobriu o que restou da luta. Uma lágrima escorria de seu rosto. Por um instante, se desconectou do mundo. Se esqueceu de tudo. Até mesmo da bomba, que ainda fazia sua contagem regressiva. 0:40, 0:39, 0:38...

Ao redor do escudo de energia, estavam os demais membros dos Protetores. Defensor tentava pensar em algo para quebrar aquele escudo. As rajadas de energia de Télonn não adiantavam de nada. Combustão e Relâmpago pouco puderam fazer também contra aquele domo. Techna começava a construir algo nos arredores do Jabaquara. E Eclipse continuava ali, fora de sintonia.

- Télonn, rápido, dê um jeito de nos tirar daqui. Combustão, Relâmpago, continuem tentando penetrar essa esfera de energia. Eu preciso falar com a Eclipse

Defensor correu até Eclipse, que ainda estava triste. Ao tocá-la, o tempo ao seu redor parou. Apenas ele e ela se moviam. Ela se virou, e lhe disse algumas palavras.

- Nós já perdemos, Diego. Acabou. Não pudemos salvá-las - A voz de Eclipse não saía de sua boca fechada. Parecia um elo mental entre ela e Defensor.

- Ainda resta esperança, Julia. Não diga isso. Precisamos de você, Julia. Vamos! - Defensor segurava a colega pelos braços e a chacoalhava, fechando os olhos. Ao abrir, percebera que o tempo ao seu redor voltava a andar. Os dois correm na direção da bomba, se unem a seus parceiros de equipe, mas era tarde demais. 0:03, 0:02, 0:01...

A explosão acontece. Rapidamente, Télonn consegue envolver a todos em redomas de proteção, salvando-os de uma morte iminente. Ao serem lançados para longe, todos podem perceber uma nova redoma, ainda maior, contendo a explosão plasmática. Uma redoma que cobria toda a área do Jabaquara. Obra de Techna, que sumira logo após isso. De longe, os Protetores observavam o resultado de sua vitória. O número de mortos naquele dia era incalculável. Poucos conseguiram fugir da região. Havia sido um golpe na cidade de São Paulo. Um golpe no país. Um golpe nos Protetores.




Parque Imortal, Sacramento, 11 de Dezembro de 2015 - 17:44

Vários jovens heróis, alguns vestidos em trajes de gala, outros com seus uniformes, se reuniam num salão chique, em meio ao Parque Imortal. Ali, três pessoas subiam no palco: Lorena Guedes, chefe da FAAH (Fundação de Assistência e Acompanhamento de Heróis). João Quiroga, conhecido como Treinador, e Camila Nordahl, prefeita de Sacramento. Todos se calavam, alguns se sentavam em algumas cadeiras, um ou outro usava seus poderes para flutuar e ver o que acontecia no palco. Lorena empunhava o microfone e começava a falar com todos.

- Jovens aspirantes a heróis, futuros heróis de nosso país, hoje damos essa festa em virtude da formação da primeira turma dos Paladinos! - Uma salva de aplausos, seguidos por gritos histéricos, acontecia. - Como vocês bem sabem, hoje começam o primeiro passo de suas longas carreiras como heróis!

Lorena passou o microfone para Camila, pois havia chegado sua hora de discursar.

- Isso mesmo, meus jovens. Eu, como prefeita desta cidade, tenho orgulho em dizer que vocês, aqui, estarão iniciando seus treinamentos e crescimentos como futuros heróis. Agradeço também à Lorena, que confiou à nossa cidade tamanho projeto, e agradeço ao João, que se dignou a assumir a direção deste grupo e fez com que esse projeto fosse possível.

Era a vez agora de João falar algo. Ele, diferente da ministra e da prefeita, tomou uma posição diferente, demonstrou menos clima de comemoração.

- Atenção, seus moleques e molecas. Vocês precisam aproveitar agora pra comemorar, por que o trabalho será árduo. Como vocês todos sabem, a Batalha do Jabaquara foi algo trágico. Perdemos 15 dos nossos maiores heróis, além de alguns tantos anônimos que deram suas vidas pelo nosso país. Os Paladinos não são apenas um grupo de futuros heróis. São a esperança brasileira por um futuro melhor. Vocês são os novos heróis do futuro. Os heróis do amanhã. Então, aproveitem agora, aproveitem a festa! - A fala de João apenas animou ainda mais os presentes no local, que voltaram a aproveitar a festança.


Baía de S. João, Nova Esperança, 12 de Dezembro de 2015 - 1:27

Um navio cargueiro chegava ao Porto de Nova Esperança. A noite úmida e quente, a fina neblina e as lâmpadas com mal funcionamento do porto davam um ar sombrio ao local. O navio, antigo e enferrujado, ancorava no porto. Os funcionários da noite começavam a retirar os contêineres do navio. Da embarcação, um homem descia, trajado completamente de preto. No pier, uma mulher o aguardava, trajada com um terno.

- Como foi sua estadia nos Alpes? - A mulher pergunta, dando sua delicada mão para o homem, que retribuiu o gesto.

- Os Alpes são lindos. - Retrucou o homem. Ele olha para o lado e vê uma limousine a sua espera. - Esse nome não é meio... Maldoso?

- Oh, não não, significa outra coisa. Dei o nome de Sombria por que agimos às escondidas. E Legião é o conjunto de anjos. Nós somos os anjos que atuam à noite, quando as pessoas não possuem proteção. Entende?

- Entendo - O homem sorri, mas o capuz cobria seu sorriso. - Pois bem, então que comecemos logo com isso. Por um mundo melhor para todos. - Os dois entram na limousine, que arranca na estrada que passa pelo porto.[hideedit]


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Re: Background da Trama

Mensagem por Líder em 1/2/2016, 14:20

Parque Imortal, Sacramento/SP - 23 de Janeiro de 2016 - 12:28

Os protestos contra os Protetores só aumentam, desde o anúncio de uma nova turma de Paladinos, como é conhecido o grupo de alunos Protetores. O fato de receberem financiamento público governamental traz desconfiança para o público, sobretudo com as denúncias recentes de desvio de verba que levaram a prisão alguns funcionários do FAAH.

- Meu Deus... O povo não sabe o que quer mesmo... Protestar contra a existência dos Protetores é como pedir para desmilitarizar a polícia, é querer tirar as maneiras que temos de defender a população - diz Diego Martins, conhecido como Defensor, um dos comandantes dos Protetores, vendo o protesto a partir de uma fresta numa persiana. - Líder, a opinião pública está contra nós. A Lava Jato descobriu coisas que nem nós sabíamos, como iriamos imaginar que ela era corrupta? - Defensor soca uma parede, a rachando na hora, enquanto caminha em círculos pela sala. - Porra, ela lutou com a gente no Jabaquara, ela viu o Águia fugir, ela... Ela...

- Defensor, apenas pare - o Líder se levanta. Não é possível ver seu rosto na área escura da sala, nem mesmo o tom de sua pele, já que suas mãos estão com luvas do mesmo tom do terno que utiliza. - Infelizmente, Télonn se envolveu demais com o governo. Você sabe disso. E ela apresentou resistência à prisão, tivemos que refazer o Hall de Entrada por causa disso. Você não acha que me doeu ver ela lutando contra a Eclipse e contra o D.E.L.T.A.? Ela quase matou aquele agente da Polícia Federal, cara

- Mas precisavam jogar ela no Marquês de Três Rios?

- A própria presidente classificou ela como Inimiga de Estado. Jogada política pra limpar o nome dela. Eu não pude fazer nada, o máximo que consegui foi evitar que ela fosse forçada a usar a coleira bloqueadora, apenas as pulseiras. Defensor, você sabe muito bem que ela é uma amiga, você sabe que me dói vê-la presa. Ela foi fundamental para que todos sobrevivessem, mas ser herói não te torna imune à lei. Se você fez merda, você vai preso. Só é imune a lei quem tem dinheiro ou quem controla as cordinhas.

Um silêncio enorme paira o ambiente, até que Defensor o quebra.

- O DELTA está ao nosso lado ainda?

- Sim, mas o governo já quer cortar o financiamento. Eu falei com a prefeita, ela disse que está totalmente a nosso favor, mas você sabe como são políticos... Pra não perder votos, ela com certeza vai fazer muita desgraça nesses debates.

- Eu temo nosso futuro, amigo... E os Paladinos? Muitas crianças ali foram renegadas pelos pais, se perderam nas ruas, tem gente ali que poderia ser pego facilmente pela Legião Sombria. Essa porra tá crescendo agora, tão usando crianças confusas para reforçar suas fileiras. Como que o DELTA não viu isso? Por que eles não acabam agora com a Legião?

- E causar uma desordem pública? Um ataque à Legião Sombria pode acarretar num evento pior do que o do Jabaquara, e você viu o que aquela porra virou hoje. Uma cúpula de mortos! Um lugar morto em plena cidade de São Paulo! Você tem noção do que é isso?

Um novo silêncio segue, o Líder se senta na cadeira, enquanto Defensor caminha até a porta da sala, a abrindo e saindo do lugar. Entretanto, antes de sair, ele para segurando a maçaneta da porta atrás dele e abaixa a cabeça. Tremendo um pouco, ele olha para Líder e suspira, falando algo bem nervoso.

- Sei mais do que você imagina...


Sede do D.E.L.T.A. (Departamento de Espionagem, Logística e Táticas Avançadas) - Local desconhecido - 23 de Janeiro de 2016, 20:47

Duas pessoas - um homem e uma mulher, ambos de estatura normal, trajados com roupa militar da cor preta - caminham pelas instalações do D.E.L.T.A., passando bem em frente ao estande de tiro onde vários agentes treinavam. Os dois conversam muito, e a mulher folheia vários documentos.

- Senhor, os números estão alarmantes.

- Agente Andrade, eu sei muito bem que os números estão alarmantes, sempre estão. O número de mutantes só cresce, exatamente como o Dr. Arruda propôs naquele livro dele, Mundo Mirabilis. Eu sei que, se 5% da população mundial for mutante e 55% for propensa a ter um filho mutante, estamos trabalhando com um número maior do que 4 bilhões de pessoas. Eu sei muito bem disso. Me conte algo que eu não saiba.

- Comandante Macedo, o problema não é esse. Se não agirmos logo, muita coisa irá cair nas mãos de civis. Eles saberão da existência... Daqueles outros. Já calculamos que pelo menos 0,1% da população brasileira seja algo desse tipo. Sem contar os não registrados...

- Agente Andrade... Cíntia... Todos nós sabíamos que, cedo ou tarde, isso tudo seria descoberto. Infelizmente, o máximo que podemos fazer agora é lutar para manter o segredo por mais tempo e continuar classificando publicamente esses casos como ataques de mutantes. Até agora, tudo o que as pessoas acreditam é que isso seja só teoria da conspiração... E pretendo que continuem acreditando nisso.
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